Beleza

Acupuntura e massagem também são usadas contra rugas

IARA BIDERMAN
Colaboração para a Folha de S.Paulo

Nas duas pontas da linha de tratamentos mais “naturais” estão a massagem e a acupuntura estética –os exercícios para o rosto ficam mais ou menos no meio desse caminho. A massagem é a ponta “light”, com efeitos mais parecidos aos dos cosméticos. A acupuntura fica na outra extremidade, na fronteira dos tratamentos não-invasivos, já que envolve agulhas e tem ação mais profunda.

Foi a esta última que recorreu a professora de educação física e ginástica laboral Iamara Ferres, 27. Apesar da pouca idade, ela conta que já tinha rugas de expressão na testa, mas não pensou em aplicar a toxina botulínica por medo de injeção. As agulhas da acupuntura, porém, não assustam Iamara. “Elas são muito finas, não sinto nem a picada.” O melhor, para ela, é perceber a diminuição das rugas precoces. “Estou fazendo há dois meses e os vincos já estão bem suavizados”, afirma.

Para o acupunturista Ricardo Catenacci Maeda, do Espaço Hari Om, em São Paulo, uma das vantagens da acupuntura é que ela relaxa os músculos sem paralisá-los. Mas o principal, segundo ele, é o fato de a técnica equilibrar o corpo como um todo.

“A acupuntura atua de forma sistêmica, equilibrando o organismo, o que se reflete em uma pele mais bonita. Além disso, a utilização localizada das agulhas nos permite suavizar as rugas”, diz Lo Sz Hsien, médico formado pela USP (Universidade de São Paulo) e especializado em acupuntura na China.

Ele acredita que, quando a acupuntura cosmética começou a ser divulgada, houve um certo exagero em relação às promessas de resultados. “A prática passou por um período de descrédito. Agora, acho que chegamos a um uso mais racional. É possível, com as agulhas, diminuir a contratura muscular e deixar o sulco menos visível. Mas os resultados não são imediatos”, afirma Hsien.

Segundo Maria Assunta Nakano, coordenadora do setor de acupuntura estética da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), são necessárias dez sessões feitas de uma a duas vezes por semana para obter resultados. “O efeito dura mais ou menos um ano, com sessões de manutenção uma vez por mês”, diz Nakano.

A massagem facial também depende da constância. “É preciso fazer de duas a três vezes por semana, entre dez e 20 sessões”, diz a massagista Elisabeth Valiengo, criadora de uma técnica que combina relaxamento muscular com manobras que, segundo ela, estimulam a circulação sangüínea e as fibras de sustentação da pele.

A dermatologista Luciane Scattone, apesar de não ver vantagem na ginástica facial, diz que a massagem é, sim, benéfica. “Ela melhora a circulação e a qualidade da pele”, afirma.

A massagem facial pode promover o relaxamento, diminuindo, pelo menos temporariamente, vincos de tensão. A questão é a duração desse efeito. “Logo após a sessão, podemos perceber menos rugas de preocupação no rosto. O problema é que é só pegar um congestionamento de trânsito para esse efeito desaparecer”, pondera o dermatologista Cid Yazigi Sabbag.

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