Como perder peso

Relaxar pode ser melhor do que dieta para perder peso, diz estudo

Um estudo da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, sugere que relaxar pode ser mais eficaz para perder peso do que fazer dieta. Avaliando 225 mulheres com sobrepeso e obesas, os pesquisadores notaram que aquelas que participaram de um programa de dez semanas de meditação e visualização positiva tiveram mais sucesso no emagrecimento do que um grupo cujo programa incluía exercícios e nutrição e do que o outro grupo, que recebeu informações nutricionais. O primeiro grupo perdeu uma média de 2,5 quilos. Segundo os autores, programas que restringem a alimentação com foco na perda de peso trazem poucos resultados em longo-prazo; e a abordagem sem a dieta se concentra em melhorar o estilo de vida e a saúde, ajudando as pessoas “a lidar com pensamentos, emoções e atitudes”, reduzindo ansiedade e depressão que podem levá-las a comer em excesso.

Ginástica : Regularidade x Vigor
Para emagrecer, mais vale regularidade que vigor na ginástica
Klaas Westerterp da Universidade de Maastricht, na Holanda, mediu os níveis de atividade de 14 mulheres e 16 homens durante um estudo de duas semanas. Todos os participantes eram sadios, sem problemas de obesidade, com idades de 22 anos a 32 anos. Westerterp mediu a quantidade de energia gasta usando um aparelho que registra o movimento, revendo as atividades registradas nos diários dos participantes e analisando amostras de urina coletadas de isótopos ingeridos, medidores de energia. Pequenos movimentos E descobriu que o tempo entre as atividades de intensidade baixa e moderada é o que determina quantas calorias foram queimadas. As respostas metabólicas para exercícios moderados sugerem que é benéfico psicologicamente, disse. “”Todos esses pequenos movimentos contribuem””, acrescentou.
As conclusões do estudo são semelhantes a descobertas relatadas por Andrea Dunn, especialista em exercícios do Cooper Institute, em Dallas. “”Tentamos em nossos estudos fazer as pessoas pensarem no que realmente têm prazer em fazer. Não tem de ser um sofrimento.”” Para as pessoas obesas é muitas vezes mais fácil manter rotinas diárias, tais como subir escadas ou caminhadas curtas, do que suar fazendo as aulas intensas nas academias de ginástica. Essas rotinas de esforço moderado ajudam a perder peso porque são mais fáceis de serem mantidas. Embora os especialistas advirtam de que não há substituição para o controle da ingestão de alimentos e a prática de atividades vigorosas, a maioria concordou que é melhor algum exercício do que nenhum, quando se trata de reduzir o risco cardíaco e diabetes.

“”Qualquer coisa que se faça é positivo,”” disse dr. Gerald Fletcher, cardiologista da Clínica Mayo, em Jacksonville, na Flórida, e porta-voz da American Heart Association. “”Não vá até a esquina de carro, desça e se mexa. É mais barato do que os remédios que terá de tomar depois de um ataque do coração.

Atividades regulares e em ritmo moderado promovem a perda de peso com mais eficiência do que a prática de exercícios vigorosos de alta intensidade nas academias baseados no princípio de que, sem sofrer, não se consegue nada, segundo novo estudo publicado na revista Nature.

Carne vermelha pode causar morte de neurônios que controlam o apetite

Os ácidos graxos saturados de cadeia longa, um tipo de gordura encontrada principalmente em carnes vermelhas, pode ser uma das causas da obesidade. De acordo com experimentos realizados em camundongos, essas moléculas desencadeiam uma inflamação no hipotálamo, na base do cérebro, que leva à destruição dos neurônios que controlam o apetite e a queima de calorias. Segundo o pesquisador da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Lício Velloso, coordenador desse estudo, divulgado há poucas semanas na publicação científica Journal of Neuroscience, esse funcionamento pode explicar a dificuldade de pessoas obesas para  controlar o apetite e perder peso, mesmo que adotem dietas severas.

Experimentos já haviam mostrado que regimes alimentares ricos em gordura costumam prejudicar mais hipotálamo que as dietas ricas em açúcares. Para ver qual tipo de gordura era mais danoso, os pesquisadores da Unicamp injetaram diferentes tipos de ácidos graxos de origem animal e vegetal no hipotálamo de camundongos. Substâncias extraídas do óleo de soja tiveram efeito tênue sobre o cérebro, enquanto os encontrados em gorduras animais e – em proporção menor – no óleo de amendoim apresentaram ação mais danosa. As moléculas de ácido graxo saturado se ligam a proteínas de superfície TLR-2 e TLR-4 de células chamadas microglias, que protegem os neurônios do hipotálamo contra vírus e bactérias, de acordo com o experimento realizado por Marciane Milanski, sob a orientação de Velloso. Uma vez acionadas, a TLR-2 e, em maior intensidade, a TLR-4 estimulam a produção de outras proteínas, conhecidas como citocinas. No hipotálamo, as citocinas produzidas desse modo destroem neurônios que controlam o apetite e a queima de calorias. (Agência Fapesp)

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