Cuidados com os Exercícios

Atletas de fim de semana têm mais riscos…

Prática com regularidade: Atletas de fim de semana são mais suscetíveis a lesões e problemas de coração

Pessoas que se submetem apenas a exercícios físicos como uma corridinha de final de semana, por exemplo, podem sofrer grandes prejuízos. Lesões e problemas cardiovasculares são os principais deles. O segredo da boa saúde proveniente dos exercícios está na prática com regularidade.

As lesões mais freqüentes são tendinites e estiramentos musculares por falta de alongamento antes da atividade. Também são comuns dores nas articulações e na coluna, pois a musculatura dessas regiões não está apta para esforços físicos, nem acostumada a exercitar-se regularmente.

O sistema cardiorrespiratório não está preparado e nem tem volume de oxigênio suficiente para fazer determinados exercícios. Isso pode aumentar significativamente a freqüência de batimentos do coração e ocasionar uma alteração da pressão arterial ou até uma parada cardíaca. Sem contar que algumas pessoas podem sofrer desmaios por hipoglicemia devido à alimentação inadequada antes da atividade.

Ginástica : Regularidade x Vigor

Para emagrecer, mais vale regularidade que vigor na ginástica

Klaas Westerterp da Universidade de Maastricht, na Holanda, mediu os níveis de atividade de 14 mulheres e 16 homens durante um estudo de duas semanas. Todos os participantes eram sadios, sem problemas de obesidade, com idades de 22 anos a 32 anos. Westerterp mediu a quantidade de energia gasta usando um aparelho que registra o movimento, revendo as atividades registradas nos diários dos participantes e analisando amostras de urina coletadas de isótopos ingeridos, medidores de energia. Pequenos movimentos E descobriu que o tempo entre as atividades de intensidade baixa e moderada é o que determina quantas calorias foram queimadas. As respostas metabólicas para exercícios moderados sugerem que é benéfico psicologicamente, disse. “”Todos esses pequenos movimentos contribuem””, acrescentou.

As conclusões do estudo são semelhantes a descobertas relatadas por Andrea Dunn, especialista em exercícios do Cooper Institute, em Dallas. “”Tentamos em nossos estudos fazer as pessoas pensarem no que realmente têm prazer em fazer. Não tem de ser um sofrimento.”” Para as pessoas obesas é muitas vezes mais fácil manter rotinas diárias, tais como subir escadas ou caminhadas curtas, do que suar fazendo as aulas intensas nas academias de ginástica. Essas rotinas de esforço moderado ajudam a perder peso porque são mais fáceis de serem mantidas. Embora os especialistas advirtam de que não há substituição para o controle da ingestão de alimentos e a prática de atividades vigorosas, a maioria concordou que é melhor algum exercício do que nenhum, quando se trata de reduzir o risco cardíaco e diabetes.

“”Qualquer coisa que se faça é positivo,”” disse dr. Gerald Fletcher, cardiologista da Clínica Mayo, em Jacksonville, na Flórida, e porta-voz da American Heart Association. “”Não vá até a esquina de carro, desça e se mexa. É mais barato do que os remédios que terá de tomar depois de um ataque do coração.

Atividades regulares e em ritmo moderado promovem a perda de peso com mais eficiência do que a prática de exercícios vigorosos de alta intensidade nas academias baseados no princípio de que, sem sofrer, não se consegue nada, segundo novo estudo publicado na revista Nature.

Atividade física na adolescência pode prevenir diabetes, diz estudo

Um estudo publicado neste mês na revista cientifica Diabetes Care indica que a prática regular de atividades físicas na adolescência pode proteger contra o desenvolvimento do diabetes tipo 2, doença intimamente associada à obesidade. De acordo com os autores, os jovens moderadamente ativos queimam mais calorias e metabolizam de forma mais eficiente o açúcar do sangue do que os sedentários. Alguns estudos já indicavam o papel dos exercícios na prevenção da doença em adultos, e o novo estudo sugere que podem ajudar também a reduzir a crescente taxa de obesidade infantil e de diabetes na juventude. Avaliando 32 adolescentes com um aparelho que registra o movimento do corpo, pesquisadores da Universidade do Alabama, nos EUA, notaram que aqueles moderadamente ativos por uma semana tinham maior metabolismo no repouso e melhores resultados nos testes de tolerância à glicose do que os sedentários. Mais estudos são necessários.

O estudo concluiu que a melhor maneira de estimular o metabolismo é através de exercícios moderados associados a menos períodos de inatividade durante o dia. Os cientistas disseram que, desde que praticado consistentemente, andar, passear de bicicleta ou até mesmo subir alguns degraus durante os comerciais da televisão contribuem para a perda de peso. Acrescentaram que o esforço físico pode ser simples como parar o carro na vaga mais distante do estacionamento. O estudo pode ser um estímulo para as pessoas que querem perder peso, mas que se sentem intimidadas pelo esforço, compromisso e despesas relacionadas à ginástica das academias e aulas de treinadores particulares. “”É sacudir o saco de batata e incentivá-los a fazer alguma coisa,”” disse Ross Andersen, professor de medicina da Johns Hopkins University, que realizou anteriormente um estudo semelhante. “”Isso é uma maneira de as pessoas acumulares atividades todos os dias da semana.””



Atividades físicas são essenciais para quem teve câncer, indica estudo

A prática de atividades físicas, mesmo em níveis menores do que os recomendados, pode melhorar a qualidade de vida de pacientes que tiveram câncer, segundo estudo da Universidade de Connecticut, nos EUA. Para melhorar diversos fatores relacionados à saúde, incluindo a qualidade de vida, esses pacientes são encorajados a fazer 150 minutos por semana de exercícios moderados a vigorosos. Porém, avaliando 319 sobreviventes do linfoma não-Hodgkin agressivo, os pesquisadores descobriram que “mesmo se os sobreviventes começarem com menores níveis de frequência e duração (de exercícios), esse comportamento pode ainda beneficiar de forma geral a qualidade de vida”. Os resultados indicaram que os sedentários (20% dos voluntários) eram 3,5 vezes mais propensos a ter outros problemas médicos. E aqueles que seguiam as recomendações tinham melhor saúde física e mental que os outros.

Overtraining – Excesso de Treinamento

Atualmente o número de praticantes de atividades físicas vêm crescendo – ainda bem ! Mas , é importante lembrar que as pessoas muitas vezes podem estar praticando exercícios além das suas capacidades, ou seja, seu nível de aptidão física não está de acordo com a atividade. Entre os problemas mais comuns, podemos citar o over training, ou ainda strain, que nada mais é do que o super treinamento. Ao contrário do que as pessoas pensam, não é necessário muito exercício para um indivíduo apresentar um quadro de over training, principalmente os iniciantes, que pequenas doses de exercícios já são suficientes para debilitar as condições físicas do indivíduo.

Para ilustrar o over training, podemos dar um exemplo: um indivíduo que se condicionou dentro de um programa correto de treinamento, respeitando as suas condições físicas, para correr uma maratona, termina a prova em melhor condição do que um indivíduo sedentário que se propõem de uma hora para outra correr cinco quilômetros. Este sedentário irá sofrer muito mais os exageros do que o indivíduo que correu a maratona, pois um estava apto para o exercício mais extenuante e o outro não estava apto para um exercício aparentemente mais leve.

O over training poderá ser detectado através de algumas evidências constatáveis, são elas:

– falta de apetite
– perda de peso
– diminuição do estado geral
– dores articulares e musculares
– aumento da freqüência cardíaca
– excitabilidade, problemas digestivos, irritabilidade, diminuição da capacidade de concentração, aumento da tensão arterial, angústia, hipxia (redução constante da pressão de oxigênio no sangue)
– transtornos no metabolismo
– tensão muscular geral, diminuição da coordenação motora
– diarréia
– insônia
– lesões musculares constantes, lassidão, etc.

Esses sintomas aparecem juntamente com a queda do rendimento nos exercícios, e é muito comum as pessoas acharem que estão caindo de produção por estarem mal condicionadas e então comente o erro absurdo de aumentar a carga de exercícios, agravando ainda mais o estado de over training.

Com isso comprovamos mais uma vez a importância da orientação e na elaboração de um programa de exercícios físicos, pois, num caso de over training, ao invés de estarmos ganhando saúde através dos exercícios, muito pelo contrário, estamos debilitando a nossa saúde.

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