Infância

A falta de atividade física exerce um papel no aumento da obesidade na infância. Embora sejam recomendados pelo menos 60 minutos diários de atividade física moderada a vigorosa (AFMV), poucos estudos longitudinais determinaram os padrões recentes de atividade física de jovens.

Por isso, uma publicação do periódico American Journal of Epidemiology, analisou padrões e determinantes de AFMV nas idades de 9 a 15 anos. Crianças de 9 anos praticavam cerca de 3 horas diárias de AFMV nos dias úteis e fins de semana. AFMV nos dias úteis reduziu 38 min por ano, enquanto AFMV nos fins de semana diminuiu 41 min por ano. Adolescentes de 15 anos praticavam apenas 49 min diários de AFMV nos dias úteis e 35 min nos fins de semana. Garotos foram mais ativos que garotas, gastando 18 e 13 min por dia a mais em AFMV nos dias úteis e fins de semana, respectivamente.

A taxa de declínio da AFMV foi a mesma em ambos os sexos. A idade estimada na qual as garotas passaram a praticar menos de 60 min diários de AFMV nos dias úteis foi aproximadamente 13,1 anos e para garotos foi 14,7 anos. Nos finais de semana, estas idades foram 12,6 e 13,4 anos, respectivamente. Percebe-se, pois, que a prática de atividade física reduziu significativamente entre as idades de 9 e 15 anos.

Fonte: American Journal of Epidemiology (2008)

Crianças ficam mais doentes à noite; culpa é do relógio biológico

Fonte: Folha Online

Tudo está bem até que chega a hora de ir para a cama. O ouvido começa a incomodar, a respiração fica ofegante, a febre vai às alturas. Para completar o quadro desolador, o consultório médico está fechado e o pediatra não atende ao celular.

Pode parecer muita falta de sorte, mas a situação é comum em casas com crianças. Muitos sintomas costumam piorar à noite, e essa situação tem explicação científica.

O ritmo circadiano, conhecido como relógio biológico, é o grande responsável pelas noites em claro no quarto dos pequenos. “No estado de vigília, todos os sistemas orgânicos estão em prontidão e ação máximas, incluindo aqueles responsáveis pela defesa do organismo contra infecções. À noite, esses sistemas ficam menos ativos, como se estivessem em estado de dormência”, explica o pediatra Evandro Baldacci, do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Segundo ele, a ação dos mediadores anti-inflamatórios do organismo diminui na ausência de luz solar, facilitando a liberação da resposta inflamatória.

“Por isso se tem mais febre à noite, a dor piora… E vale também para os adultos; o ritmo circadiano existe em todos nós”, afirma o médico.

Marco Aurélio Palazzi Safadi, coordenador do setor de pediatria do Hospital São Luiz e professor da disciplina na Santa Casa de São Paulo, explica que a queda no nível de cortisol no sangue durante a noite favorece o agravamento de alguns sintomas. “Principalmente aqueles relacionados aos brônquios, como asma e bronquite, que tendem a piorar”, diz.

Paralelamente, a histamina, que interfere nos processos alérgicos, está mais presente durante esse período, facilitando sintomas alérgicos diversos, como rinites e urticárias.

Outro problema muito comum de madrugada são as crises asmáticas. De acordo com o pediatra Wellington Gonçalves, do Departamento Científico de Alergia e Imunologia da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria), além da influência do relógio biológico, as crises “estão provavelmente relacionadas ao fato de [a criança] estar deitada, o que dificulta a drenagem das secreções pulmonares. A movimentação da musculatura que auxilia a respiração também fica limitada”.

Safadi também acredita na interferência da posição do corpo, que piora problemas como otite, sinusite e rinite. “Em pé, a gravidade facilita a drenagem dos líquidos. Quando a criança deita, a secreção mucóide pressiona as cavidades, causando mais desconforto e desencadeando tosse”, diz.

No caso dos asmáticos alérgicos, há outro fator desencadeante. “À noite, o contato com os alérgenos -colchão, travesseiro, cortina- é mais íntimo. A gente dorme com o inimigo, o ácaro que vive na nossa cama”, afirma Gonçalves, da SBP.

Noites no hospital

A funcionária pública federal Luciana Frade, 38, mãe de Pedro, 4, e Júlia, 1, sabe bem do que o médico está falando. Ela já perdeu as contas das noites em que precisou levar o filho ao hospital com uma crise de asma. “Toda vez que fui ao pronto-socorro porque o Pedro estava com dificuldade de respirar, sem exceção, foi de madrugada”, conta.

O mesmo quadro pode ser observado em crianças que sofrem de rinite alérgica. Na crise aguda, deve-se abrir a janela do quarto, ir para a varanda e tomar um pouco de ar fresco. “Muitas vezes, só de se deslocar para o hospital já há uma melhora”. A nebulização também pode ajudar a aliviar o quadro.

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