Escoliose acontece mais na fase do estirão: puberdade e adolescência

A nossa coluna vertebral é formada por 33 vértebras (ossos) dispostas umas sobre as outras, formando curvaturas (concavidade ou convexidade) próprias ao longo do corpo.

Ela pode ser dividida em quatro regiões distintas: lordose cervical (7 vértebras), cifose torácica (12), lordose lombar (5) e cifose sacrococcígea (5 vértebras fundidas, que formam o sacro; e mais 4 vértebras fundidas, que formam o cóccix.

Entre as vértebras (região cervical até lombar), temos os discos intervertebrais, responsáveis por parte do amortecimento do impacto que nosso corpo é submetido diariamente.

A coluna vertebral é a base estrutural do nosso corpo, ela nos sustenta mantendo o controle postural ereto. A coluna possui curvaturas fisiológicas delineadas na infância, a partir das necessidades básicas dos seres humanos. Ou seja, ao nascer a coluna é reta e possui uma curvatura cifótica, seria um “C” se olhada de perfil.
À medida que a criança começa a engatilhar necessita elevar a cabeça, criando a curvatura fisiológica chamada lordose cervical; quando começa a andar necessita de apoio dos quadris para centralizar seu centro gravitacional e equilíbrio, criando assim a curvatura fisiológica chamada lordose lombar.
Na adolescência, com a puberdade e fase do estirão, a curvatura cifótica torácica pode se acentuar seja por “vergonha” do corpo em formação ou por má postura. Essa curvatura pode se acentuar gerando uma patologia chamada de hipercifose ou corcunda. Se esses desvios posturais forem laterais teremos a escoliose.

Antigamente, acreditava-se que a escoliose era somente um desvio lateral da coluna, chamada pelos leigos de “coluna torta”. Atualmente a definição correta é a de que a escoliose (patologia), é um desvio tridimensional da coluna vertebral. Ou seja, a coluna desvia-se nos três planos do espaço. Assim, a coluna realmente se torce, não somente para os lados, mas também para frente/trás e em volta de seu próprio eixo.

Em cerca de 70% dos casos, nenhuma causa é encontrada. Esse tipo de escoliose é chamada de idiopática. As escolioses idiopáticas acometem cerca de oito vezes mais as meninas que os meninos, mas não há uma causa específica para isso.

Escoliose e estirão

A escoliose pode aparecer em qualquer idade, mas é durante os estirões que temos as maiores possibilidades de que ela apareça e por isso devemos redobrar nossa atenção em relação a ela nessa fase. É fundamental que ela seja diagnosticada o mais breve possível.

Podemos falar em boas chances de correção para as chamadas posturas escolióticas (causadoras de escoliose), como por exemplo sentar-se em uma cadeira apoiando-se no braço esquerdo formando um arco em “C” à direita que se corrige quando retorna-se ao centro.

Para as escolioses que evoluem pela idade ou por alguma patologia neurológica associada, tudo dependerá da “agressividade” da mesma. Ou seja, com qual angulação ela foi descoberta, quanto você ainda tem para crescer e uma série de outros fatores que só um especialista poderá dizer.

Atualmente, mesmo com toda a melhora dos tratamentos fisioterápicos e ortopédicos, o mais sensato que podemos dizer é que devemos tentar “bloquear” a evolução da escoliose. Na idade adulta, a escoliose pode tornar-se dolorosa, mesmo que as chances de piora da angulação sejam diminuídas.

A fisioterapia possui vários métodos específicos para tratar a escoliose: RPG, *cinesioterapia, **osteopatia, ***quiropraxia, ****reprogramação mioarticular, Pilates entre outros.

No caso de uma escoliose evolutiva, diagnosticada precocemente, são três os recursos existentes: fisioterapia, colete e cirurgia. Evidentemente, esses recursos estão dispostos em ordem de gravidade. Só se opera uma criança quando todos os outros tipos de tratamento falham e a escoliose continua a evoluir.

O Método Pilates ajuda a melhorar as posturas escolióticas, uma vez que seu princípio é justamente o alinhamento postural.

No adulto, devido a sua estruturação madura da coluna vertebral são necessários vários cuidados, não só a fisioterapia, mas também disciplina e a prática regular de exercícios e uma boa postura para se conseguir um sucesso no tratamento.

* Cinesioterapia: terapia pelo movimento

** Osteopatia: ciência terapêutica baseada na biomecânica de corpo

*** Reprogramação mioarticular: reprogramação terapêutica músculo-articular

**** Quiropraxia: tratamento de problemas do sistema músculo-esquelético

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