Violência psicológica está ligada ao desenvolvimento da depressão pós-parto


Amor, paciência e dedicação tratam a alma


A violência psicológica perpetuada por um parceiro íntimo durante a gravidez, independentemente de ser física ou psicológica, contribui para o risco de desenvolvimento de depressão pós-parto, de acordo com um estudo brasileiro publicado no periódico The Lancet.

rose00003 Simon Howden freedigitalphotos net Violência psicológica está ligada ao desenvolvimento da depressão pós partoA pesquisa feita por Ana Bernarda Ludermir, da Universidade Federal de Pernambuco, foi realizada com base em dados colhidos entre 2005 e 2006 na cidade do Recife e colheu informações de mais de 1.130 mulheres grávidas – todas no terceiro trimestre de gestação – com idade variando entre 18 e 49 anos. Essas participantes foram entrevistadas durante a gravidez e após o nascimento das crianças. A violência sofrida foi avaliada por um questionário e usou-se uma escala específica para medir o nível de depressão pós-parto.

Aproximadamente 26% dessas mulheres – 270 indivíduos – desenvolveram a depressão pós-parto. E 28% das participantes indicaram que a violência psicológica era a forma mais comum de violência cometida pelos parceiros.

A frequência desses atos violentos e o desenvolvimento da depressão pós-parto tinham uma clara ligação, apontam os pesquisadores: o risco do desenvolvimento do transtorno era duas vezes maior nas mulheres que indicavam sofrer com a violência doméstica.

“Nós observamos uma associação bastante clara entre a frequência da violência psicológica durante a gravidez e o desenvolvimento de quadros de depressão pós-parto. Em estudos anteriores já havia sido observado que a violência psicológica era muito mais comum que a violência sexual, por exemplo”, afirmam os pesquisadores.

“A violência cometida por parceiros íntimos tem aumentado, se tornando um importante problema de saúde pública em todo o mundo. Entretanto, a violência psicológica nem sempre é identificada, pois a ênfase na violência física e sexual é maior”, completa Ludermir.

De acordo com os pesquisadores, os cuidados pré-natais deveriam ser aproveitados pelos profissionais de saúde envolvidos no acompanhamento dessas mulheres para identificar esse tipo de violência contra a mulher e colher mais dados sobre o assunto. Intervenções para prevenir a violência psicológica, além de ajuda ou tratamento das consequências desse tipo de violência, poderiam diminuir substancialmente o número e casos de mulheres que sofrem com a depressão pós-parto e que afeta as mães, crianças e impacta também o sistema de saúde como um todo.

“Questões sobre abuso do parceiro deveriam fazer parte dos protocolos de atendimento de gestantes. A prevenção desse tipo de violência ajudaria a melhorar as condições de saúde das mulheres, especialmente no tocante à sua saúde mental”, conclui Rachel Jewkes, do Conselho Médico de Pretória, na África do Sul, em um comentário anexado ao estudo.

 

com informações de The Lancet

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